quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vejamos o que eu recebi á uns dias

Orçamento de Estado aprovado, PSD absteve-se, o resto vota contra.

Pergunta minha, posso?
R: podes e deves,

Rminha:

Quando pára a pouca vergonha deste país
Lança ao ar um orçamento e ninguém o descute
Onde está Portugal Feliz
Se isto é visto como enrruste.

Orçamento?? Será que temos melhor?
Deram-nos uma cambada de papeis e ninguém sabe-se impõr
PSD, Abstenção? Dar-lhe emos com força e eles pagarão
O mundo entrará assim em derrocada e indefinição.

PS, sem a maioria nada fazes
PS, sem a maioria a culpa é tua
O primeiro ministro é que lá sabe
Ser "esbofeteado" para o olho da rua

Eu, português, não sou!
Apesar de aqui ter nascido não me defino
Esta brincadeira apenas começou
Quero ver onde acaba o terror de cada cretino

Quando acaba?
Nunca parece
Quem nascer agora em Portugal
Do nosso choro não esquece

domingo, 31 de outubro de 2010

O famoso OE

Há algo desconhecido
Que consome muita gente
Algo agora decidido
Veremos quem fica contente

Deixemos-nos de história
O que passa em portugal?
Dois partidos que não se entendem
Será o orçamento um funeral?
Capaz de não mostrar aos outros o que verão
Capaz de não mostrar quem somos aos de fora
Capaz de trazer á vida o animal
Que escondemos por agora

O que será este orçamento?

Quem viverá a seu prazer?

Deixaremos todos de comer para mostrar contentamento?


Perguntas a responder pela vida se o ano de 2011 chegar em calma

liberdade foge como diabo da cruz

A liberdade foge como diabo da cruz




Saltando de fantasma em fantasma


Caindo na subida


Ser pensador não e um dom


Mas sim uma maldição


Queria não pensar


Poder subir a lua e quem sabe um dia voltar


Queria um sonho só meu e quem sabe poder partilhar


Entre as asas que perdi a nascença


Não pretendo nem gritos nem luta


Por um tempo só


Por um tempo perdido


Quero ser enterrado de pé


No fim da vida toda de joelhos


E eu já amei


E eu já beijei um dia alguém


E neste refugio da minha solidão


Recordo todos esses Pequenos segundos de felicidade


E é nessa força que transformo a alma


Dançando com o vento


Em pura comunhão com a natureza e a vida


Minha alma sai de meu corpo


Se torna livre


Mestre das florestas


Dona do amor


Senhora da terra sem fim


E cada passo é novo e libertador


Cada palavra uma cantiga


Cada historia uma lenda para sonhar


E que o agora não seja o passado


Quero encontrar aquele brilho no olhar


Cristalino como a água pura


Quero amar sem saber porque


Amar só porque há amor


Sem motivo


Sem pensamento


Não tem que haver uma razão para tudo


Nem deixar que a razão condicione o que devo fazer livremente


E que os demónios se levantem agora contra mim


Que me persigam pelo mundo


O mundo da luz onde a gloria e ser humilde


Beijar a terra e atingir o êxtase da alma


Trepar a árvore sem fim da vida


E tenho palavras para soltar


Não criticas por críticas


Nem olho por olho


Palavras livres da corrupção do próprio pensamento


E os dias são alegres logo pela manha


Com o acordar do cântico dos pássaros


O simples som de agua a correr


Um sorriso de uma criança


Uma oportunidade para recomeçar


Agora peço silêncio


Peço luz para a humanidade


Peço que a humanidade volte a ser humana


E quando morrer serei enterrado de pé porque vivi toda minha existência de joelhos

o homem do vento.....o vento do homem

o homem do vento
dança através dos tempos
 não tem morada
casa ou assoalhada


o vento do homem
não tem natalidade
uma primavera para desflorar
 caminha sempre sozinho


entre os campos por brotar
não traz tesouro
riquezas ao mau agoiro
caminha sempre devagar


o homem do vento
é alto
mas no entanto
não chega onde quer chegar
nem sequer lembra quem quer lembrar


o vento do homem
é forte e estridente
é eterno e carente


é um coração
que se transforma
em esperança de viver
vinho que se bebe sem razão


videira podada
por quem mais alem quis ver
bandeira saudade
difícil de reconhecer


o vento do homem
é silencioso
astuto e doloroso
com feridas por curar
em promessas de um altar


eterno entre um pequeno soluçar
o homem do vento assume chorar
nunca vem para ficar
e acorda sempre sem se deitar


o vento do homem
não guarda o amor que tem para dar
o homem do vento sabe que não foi feito para la ficar
o vento do homem sabe que amor só é amor quando o pode dar


retorna sempre a quem o acolheu em sua morada
reconhece sempre quem o levantou na sua queda
nas tempestades da vida na dor que consome


o homem do vento
o vento do homem
é o tempo parado
a viagem para o interior da alma


uma proa forte mareando
procurando ternura entre as nuvens
ser rei sem reino nem esplendor
construindo um novo mundo no amor

Na memoria de quem guardo

Na memoria de quem guardo,
Que se levantem agora os ventos contra mim,
Não são lágrimas que te entrego,
Nesta hora de tristeza,
Não assumo planos nem futuros que não construi,
E entro no desgosto profundo,
Limitado a nada, sem alturas para subir,
E no limiar do que me é oculto,
Rasgo meu corpo entre sangue e ossos de po.
No silencio que me revela o grito
No amanhecer que nunca será meu
Porque ninguém é de ninguém,
E só podemos fazer parte ou não da vida de alguém,
E são nessas encostas que caiu no pilar da vida,
No meu cemitério da sorte,
Soltando gritos de guerra entre sinais de fumo,
Tiro a corrente que me prende ao mar,
E entrego a flor que plantei nos espinhos que a vida me deu,
Nunca aprendi a ganhar mas aprendi a perder,
Nunca aprendi a receber mas aprendi a dar,
E me afogo sem luz no espírito que me consome a alma,
Agarrado ao patamar do sonho,
Sentindo o que nunca senti,
E meu corpo imoral agarrado ao pecado,
Envelhece na dor desenfreada a não envelhecer na morte,
E se chegares entre passos leves sem avisar,
Se clemente com minha alma
Que arde na fogueira que queima em mim
E se me entregares ao solo para ao pó voltar,
Guarda meu nome escrito em um pedaço de papel,
Recorda meu sorriso espalhado na brisa do sol,
No tempo em que havia gloria e um esplendor, no tempo em que havia respeito e amor
Meu olhar esta gasto nas intempéries que o mundo causa,
Meu corpo esta doente pelo pecado,
Minha boca se afasta do veneno da serpente,
E já caminho nas memorias esquecidas,
Parado no tempo sem pressa para andar,
Pois não tenho para onde ir,
Grito mas ninguém me consegue escutar,
Na rouquidão que me tira a voz,
E cada palavra solta, destrói segundos de silencio brando de mares e desertos,
Crescendo entre pautas de violinos com cordas gastas,
Ofuscando minha boa vontade,
Solta meu ar que não respiro,
Dá-me um sorriso falso se assim for,
Mas não me negues a verdade,
Nem destruas a alma marcando um coração para sempre
.

ilumina o Mundo

pendurado nas palavras
vivendo desse respirar
no raiar das valquírias
entre as vozes que nos chamam

silencio perfeito
em meu pequeno mundo
perfeita inocência
 que arde em meu peito

acordo entre a  noite
vestindo apenas minha nudez
abraçando o céu que se avista
não sendo homem
não sendo mulher

um amor
um sentimento
na escuridão
de uma vela apagada
que só por si iluminaria o mundo

Eu prometo tudo

Eu prometo nada prometer
Eu prometo dor em forma de amor
Eu prometo nada fazer
Eu prometo o país fazer ruir

Eu prometo o vosso dinheiro bem guardar
Eu prometo sempre me calar
Eu prometo pouco falar
Eu prometo que vos vou roubar

Eu prometo nada prometer
Palavra de Sócrates
Eu prometo os pais fazer morrer
Eu prometo muitas maroscas

Mas fechai os olhos povo
Nos somos o mundo novo
E todo o mundo novo
Não tem iodo